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”Se a gente sair, o corana vírus pega a gente?”

Publicado em 06/04/2020



A frase do post foi do meu filho de 4 anos, e acredito que permeia o imaginário de outras crianças da mesma idade.

Crianças pequenas como ele estão em dúvida do que está acontecendo de fato, afinal nunca precisamos ficar tanto tempo dentro de casa, sem poder descer para brincar na piscina, na quadra, ir à praia ou mesmo tanto tempo sem visitar a vovó. A ideia que seriam férias, já não é aceita mais.

Pensamentos como esse do Miguel, são comuns e precisam ser acolhidos e entendidos com muita calma.

Estamos inundados de tantas informações e por vezes nos perdemos.

Minha dica, é apostar nas atividades lúdicas para explicarmos e sermos entendidos, minha sugestão inicial é:

 

?Imprima esse texto (@mindheart.kids) disponível em  https://660919d3-b85b-43c3-a3ad-3de6a9d37099.filesusr.com/ugd/64c685_90d309886ee74ee598b0a4f81f3f3a26.pdf

 e faça com a(s) criança(s). São informações sobre o que é o vírus, do que ele gosta e como nos proteger dele, tudo em formato de historinha interativa.

 

 

?Outra sugestão super bacana e também interativa é o livrinho virtual “xô coronavírus”, no @materiaispdg, disponível no blog

https://materiaispdg.blogspot.com/2020/03/livrinho-informativo-e-jogos.html, em que a criança vai brincando e com auxílio de um adulto é possível dar significado ao que está acontecendo.

 

 

Essas dicas servem também para crianças maiores, mas aproveite para explorar um pouco mais seus sentimentos e emoções diante dessa situação. Legitime seu sentimento, transmita calma e se referir medo, de nada adianta dizer que o vírus não vai fazer nada, por exemplo, senão o porquê de tanta mobilização?

A Unicef divulgou oito dicas para os pais, que são fáceis de serem aplicadas no dia a dia. Confira:

1. Faça perguntas abertamente e ouça a criança.

2. Seja honesto(a): explique a verdade de uma forma que a criança entenda.

3. Mostre à criança como proteger ela mesma e seus amigos.

4. Ofereça segurança.

5. Verifique se elas estão sendo estigmatizadas ou espalhando estigmas.

6. Procure quem pode ajudar.

7. Cuide de você.

8. Encerre as conversas com cuidado.

Além do que precisamos fazer, é preciso atenção também para o que os pais não devem fazer:

 

 

?             Não vamos apavorar as crianças: orientar sobre importância dos cuidados de higiene, sim. Isso é legitimo, e necessário. Regras de etiqueta, como tossir no cotovelo, serão usadas hoje e sempre, lavagem das mãos também, mas cuidados com os excessos, não vamos exagerar dizendo muitas vezes que “o vírus é do mal”, “lave as mãos senão o vírus vai matar”

 

?Não use o vírus como ameaça para conseguir com que a criança te obedeça em situações rotineiras, como por exemplo: “coma tudo senão o Coronavírus vai te pegar”, “vá tomar banho senão o vírus vai te pegar”

 

?Lotar a casa de álcool gel, comprar todo o papel higiênico do supermercado, falar de forma excessiva que precisamos de estocar alimentos, “não sabemos o dia de amanhã”, “pode faltar comida”, “pode faltar”, “pode faltar”... É um problema em tempos que precisamos exercitar empatia e principalmente demonstrar empatia para as crianças.

 



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