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DEPRESSÃO INFANTIL: o que é e quando suspeitar!

Publicado em 01/10/2015

Depressão é o transtorno afetivo do humor que se caracteriza basicamente por tristeza e anedonia, associados a transtornos de sono, de alimentação e sintomas somáticos (como dor de cabeça, dor de barriga, tonturas, palpitação, sudorese, etc.) Na criança, mais freqüente que a tristeza é a IRRITABILIDADE(sensação de nervos a flor da pele), mau humor e a falta de prazer com as atividades habituais, como brincar, sair com os amigos, jogar videogame ou ver TV.

A DEPRESSÃO INFANTIL muitas vezes passa despercebida em casa. A criança fica isolada, muito quieta e as vezes os pais interpretam como "bom comportamento". A situação agrava-se quando chega a informação da escola que a criança não vem bem em termos de rendimento escolar. A partir deste momento a doença já está instalada e devem os pais imediatamente procurar ajuda profissional para iniciar o processo de intervenção.

Com informação de boa qualidade, pais e professores podem sinalizar quando uma criança apresenta mudança de humor, facilitando a procura por profissionais que deverão dar seguimento ao processo diagnóstico e terapêutico.

SINAIS DE ALERTA PARA OS PAIS E PROFESSORES: ATENÇÃO!

A Depressão infantil é caracterizada pela presença dos seguintes sinais e sintomas:
- QUEDA no desempenho escolar: motivada principalmente por um aumento na desatenção, pois os pensamentos da criança estão desviados para seus problemas.
- REDUÇÃO na capacidade de se divertir: situações antes realizadas com muita satisfação, perdem o sentido, perdem a cor, até ver TV fica sem graça. As crianças assistem a TV, interagindo com ela, crianças deprimidas tendem a se mostrar apáticas diante da TV.
- SONOLÊNCIA E /OU INSÔNIA: alteração no padrão de sono é vivenciada principalmente com insônia devido presença de medos intensos, motivados pelos pesadelos e sono fracionado. No dia seguinte, a conseqüência é uma hipersonia.
- mudança no padrão alimentar: redução ou aumento no apetite.
- QUEIXAS FÍSICAS: as chamadas somatizações são muito freqüentes: dor de cabeça, dor no corpo, dor abdominal, com náuseas e até vômitos podem ocorrer, motivando o que chamamos de RECUSA ESCOLAR.
- IRRITABILIDADE: as próprias crianças podem perceber o aumento da irritabilidade. A sensação é de “nervos a flor da pele”, “ se encostar dá choque”.
- pensamentos de culpa, sentimentos de menos valia: muitas vezes situações rotineiras acabam necessitando de constantes confirmações por parte dos pais devido medo da criança em errar e decepcioná-los. Algumas vezes, tais pensamentos adquirem características obsessivas sendo reentrantes, invasivas, fora do controle das crianças.
-pensamento, ideação ou ato suicida: o mais comum são os pensamentos de morte, sensação que a vida não tem valor e que morrer resolveria seu sofrimento. Na verdade, virar anjo, virar estrelinha, ou morar com um ente falecido pode aparecer em sua fala.

O QUE PODE DESENCADEAR A DEPRESSÃO INFANTIL?

Como todo transtorno ou desordem psiquiátrica, a depressão infantil deve ser entendida como um processo de desordem biopsicossocial, em que alterações em neurotransmissores em pessoas com predisposição/ histórico familiar vão desenvolver os sintomas, após situações vivenciada pela criança como desencadeante. Muitas vezes, esperamos uma situação de muito conflito, de muito estresse, mas precisamos lembrar que crianças funcionam de outra maneira, por outra ótica e situações rotineiras podem ser desencadeadoras mesmo que os pais não consigam perceber sem a ajuda de um olhar técnico.
Conflitos familiares, separações conjugais, falecimentos de pessoas próximas e até troca de profissionais (babá, empregada, professor) que lidam com a criança podem desencadear e/ou perpetuar tais situações.

COMO DIAGNOSTICAR E COMO TRATAR A DEPRESSÃO INFANTIL?

A intervenção é multidisciplinar.

O médico, o psicólogo, os pais e os professores estarão envolvidos nesse processo. Conhecer as amizades da criança, seus gostos e desejos, suas críticas, fantasias é obrigação de todos os que intervêm nessa criança.
Pedir a colaboração dos professores é fundamental, solicitando um relato detalhado de seu padrão de relacionamento interpessoal e desempenho acadêmico.

O tratamento da depressão deve estar baseado em dois pilares: o medicamentoso e a psicoterapia. Esta última é imprescindível, pois em muitas depressões leves a psicoterapia é suficiente para curá-la. Em depressões mais graves, devemos associar o tratamento medicamentoso com o psicoterápico.




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