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A importância da família.

Publicado em 01/10/2015

A família é um dos pilares de sustentação da sociedade. É no núcleo familiar que a criança vai aprender a conviver e a interagir com as demais pessoas, a primeira e deverá ser a eterna escola para os filhos.  É a família que deve educar e preparar os filhos para a vida. Esse processo de educação e formação permite que os filhos cresçam em segurança, os tornando aptos ao convívio social.
É junto à família que é assimilado desde a primeira infância, o conjunto de habilidades mentais e cerebrais tão necessárias à aquisição de conhecimentos sobre o mundo e o meio em que vivemos. Esse conjunto é formado por várias habilidades tais como: linguagem, memória, atenção, criatividade, pensamento, raciocínio, abstração, criatividade, e a capacidade de resolução de diversos problemas.
É tarefa da família, educar e fazer florescer nas crianças valores que façam com que os princípios da civilidade e do respeito prevaleçam nas relações sociais. Na escola o papel da família é fundamental, lembrando que a  família educa e a escola ensina, ou seja, a família transmite os valores éticos e morais necessários para que a criança possa ser instruída na escola. No entanto, quando a família também participa ou acompanha a aprendizagem escolar, com certeza esta assegurando aos  filhos um futuro repleto de vitórias e méritos.

Durante muito tempo, a estrutura da família tradicional, composta de pai e mãe, foi uma realidade que, de certa forma, norteou os rumos de crianças e jovens. Era um modelo definido, com homens e mulheres desempenhando papéis específicos e pré determinados.

Hoje há famílias compostas de pais e mães, somente de mães ou de pais e de casais do mesmo sexo. Enfim, o mundo mudou mesmo, não é verdade? Independentemente da composição ou ainda que o modelo seja o tradicional, vemos que esse casal já não mais desempenha as funções rigidamente estabelecidas como antigamente. Justamente porque tudo está tão alterado, os papéis exercidos estão indefinidos. A quem cabe o quê? Esse pai e essa mãe são ambos provedores, trocam fraldas, preparam mamadeiras.... Saem de casa cedo, voltam tarde... O tempo é curto diante de tudo o que se tem para fazer. Como ficam as crianças diante desse novo cenário? O que privilegiar para que a família, de qualquer natureza, seja bem estruturada e possa oferecer os eixos básicos à formação das crianças? Sim, porque família bem estruturada não significa necessariamente família com pai e mãe, mas que, de alguma forma, consiga manter definidos alguns papéis e valores fundamentais ao crescimento de todos.

Inúmeras vezes justificamos nossa ausência com nosso trabalho, mas nos esquecemos ou não valorizamos pequenos instantes que poderiam fortalecer nossos elos: o jantar, um programa de televisão, um jogo, uma conversa descontraída ao levá-las à escola, à hora de dormir...  Momentos informais, mas que dêem subsídios para ouvir o que pensam. Esses são  instantes, também, em que você poderá, claramente, lhes falar não somente de suas certezas, mas de suas aflições e ansiedades.

Quando se é pai e mãe ao mesmo tempo, neste caso a máxima deve ser: fazer o melhor que se pode sob determinadas circunstâncias. Baixe suas expectativas. O melhor está distante do ideal? Sem dúvida.  Saiba que pais que lutam sozinhos contam com um olhar diferenciado por parte dos filhos.

Crianças são seres sensíveis, percebem sua correria, suas angústias diante das limitações.  Aprendem muito com isso. Normalmente tornam-se mais autônomos porque vêem, na prática, a sua impossibilidade para assumir certas tarefas práticas. Resumindo: buscam saídas. E isso pode ser muito bom se você souber delegar, incentivar e não ficar presa à ideia de que dar conta de tudo é sua função.

Lembre-se: mais importante do que as coisas funcionarem de forma perfeita é saber lidar com os conflitos e necessidades diárias. Nada mais enganoso do que a ideia de que família perfeita é família sem discussões ou divergências. Se há uma lição a ser ensinada aos filhos é a de que viver com o outro é aprender a gerenciar conflitos. É com eles que se cresce. É somente por meio deles que se enxergam saídas. Por isso mesmo, tenha em mente: família bem estruturada é aquela que busca, entre erros e acertos, o rumo certo. O importante é buscar. Sem a ideia pré-concebida de que se deva acertar sempre.

Educação não é receita de bolo, é uma mistura de emoção, intuição e conhecimento de cada fase que as crianças atravessam.


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